Por Parabólica
Em 11/12/2017

Bom dia,

É lugar comum a justificativa de quase todos os dirigentes públicos alegarem que os setores que dirigem não conseguem prestar serviço de melhor qualidade à população por conta da falta de verba. Na saúde, por exemplo, se faltam remédios, médicos nos plantões e ambulatórios, higiene nos estabelecimentos hospitalares e paramédicos, tudo é atribuído a verba orçamentaria que é curta. A mesma justificativa é dada quando se trata de segurança pública, que vê a violência aumentar e atribui ao fenômeno à falta de contingente (na Polícia Civil e na Polícia Militar), de viaturas e outros equipamentos para que os trabalhos de repressão e apuração dos crimes possam ser mais eficientes. O mesmo comportamento é adotado por setores dos outros poderes e órgãos do Estado.

Tendo como cenário de fundo essas justificativas é comum, em tempos de final de ano e projeção do futuro próximo, prometer melhorar o desempenho dos serviços públicos a partir de um orçamento maior, que permita, especialmente, contratar mais servidores. E será que a capacidade orçamentária dos diversos órgãos do Estado, em seus três níveis, ainda tem margem para mais algum crescimento? Se tomarmos, em particular, o caso do Estado de Roraima não é razoável esperar que o próximo Orçamento, o de 2018, venha com uma receita significativamente maior do que a efetivamente realizada neste ano de 2017. Na melhor das hipóteses, no próximo ano a receita pública do Estado vai ser bem próxima a deste ano. Explicar as razões não será possível, agora, em função do espaço.

Abordamos esse tema hoje, para dizer que já passou da hora de uma mudança radical de comportamento dos agentes públicos de um modo geral. É preciso começar a pensar no parelho de Estado como um todo, e não como é feito atualmente a partir de uma visão setorizada, que finda descambando para o corporativismo, onde cada um busca abocanhar uma fatia maior do orçamento, que deságua quase sempre na prática de privilégios, o que não resolve os problemas concretos e prioritários da população. O Estado brasileiro já é gigantesco, que consome anualmente dos brasileiros quatro meses, dos doze anuais, de trabalho só para pagar impostos. Em Roraima a situação ainda é mais grave, afinal, vivemos da economia do contracheque chapa branca. Está na hora de pensar em eficiência.

AUTORIZAÇÃO
E o notório Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, continua com história de “Cerca Lourenço”, toda vez que a governadora Suely Campos (PP) vai lhe pedir que resolva a questão da Anuência Prévia para que o Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima) inicie a emissão de Títulos Definitivos de terras rurais no Estado. Para que os produtores não continuem totalmente reféns da vontade de Padilha - que por certo age em função de interesses políticos-, a governadora mandou que o Iteraima comece imediatamente a emitir Autorização de Ocupação (AO), que não precisa da Anuência Prévia, e serve como reconhecimento público da posse de boa-fé. Quando o notório Eliseu Padilha resolver acabar com a politicagem, o documento vai permitir a obtenção do Título Definitivo automaticamente.

CANDIDATURA
Pelas redes sociais, o ex-deputado federal Luciano Castro (PR) resolveu quebrar o silêncio sobre seu futuro político próximo. Ele até já marcou a data e local para fazer o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2018. Cogitado como pré-candidato ao governo, ou a vice-governador na chapa de Teresa Surita (PMDB), e também como alternativa para a Câmara Federal, Castro decidiu bater de frente na busca de votos contra dois velhos aliados: o notório senador Romero Jucá (PMDB) e o deputado estadual Mecias de Jesus (PRB), ambos também pretendentes a uma das duas vagas ofertadas ao Senado Federal, na próxima eleição. Muitos políticos enxergam na decisão de Castro um sinal indicativo da candidatura de Teresa Surita ao governo.

ESFRIOU
Muito forte até bem pouco, parece que a ideia de alguns empresários de lançar um candidato ao governo saído do meio empresarial parece ter esfriado. Não se fala, faz algum tempo no assunto e tudo parece caminhar para o esquecimento. Uma das razões para tanto, talvez seja o naufrágio da pretensão presidencial de João Dória Júnior (PSDB), o prefeito de São Paulo que era a fonte principal de inspiração dos empresários dispostos a se aventurarem no mundo da política. De fato, não é fácil enfrentar os esquemas montados pelas raposas felpudas, que são os políticos profissionais. Essa é a razão principal da mesmice de sempre no mundo político. O cenário não muda e resta pouca alternativa para os eleitores minimamente conscientes.

NÃO PASSA
Um dos deputados federais de Roraima, que não autorizou a Parabólica revelar seu nome, disse que não vê qualquer probabilidade da reforma da Previdência Social passar ainda este ano na Câmara Federal. Ele afirmou que é quase nula a credibilidade do Governo Federal, especialmente do Palácio do Planalto, junto aos parlamentares, principalmente, por conta dos compromissos assumidos e não cumpridos. “Eu, por exemplo, não voto porque acho que esse governo carece de legitimidade e de moralidade, para liderar processos de mudanças radicais, que afetarão o futuro de milhões de brasileiros e brasileiras. Isso, deve ser deixado para o próximo ou próxima, presidente, que virá legitimado pelo voto popular”, disse.

Parabólica
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