Por Parabólica
Em 04/01/2018

Bom dia,

Diferentemente da esmagadora maioria dos roraimenses, cerca de 370 servidores da Companhia Energética de Roraima (CERR) não têm muito a comemorar neste início de 2018. Enquanto essa maioria de trabalhadores pensa em ter um ano venturoso e de muitas realizações, esses trabalhadores, pais e mães de famílias demitidos da CERR têm de começar o ano fazendo sacrifício para esticar o orçamento até que consigam um novo emprego, o que não é fácil nestes tempos de desemprego beirando 12% da população ativa tupiniquim. Muitos deles enfrentam esta triste situação depois de trabalharem décadas, construindo um patrimônio público, que sem dó nem piedade está sendo jogado no lixo, sob a perspectiva da população roraimense, afinal, a verdadeira dona da CERR.

É claro, a oposição à governadora Suely Campos (PP) vai sair a campo, tentando jogar no seu colo a responsabilidade pelo infortúnio dessas famílias jogadas na rua da amargura. Será que eles têm razão de fazer isso? Ou será que a atual governadora do Estado teve apenas a triste incumbência de ser a condutora do cadáver de um defunto, cuja morte foi produzida pelas ações irresponsáveis desses mesmos críticos, que num passado recente tomaram decisões equivocadas que levaram a CERR à falência inevitável? É bom não esquecer que a atual administração estadual está sendo obrigada a pagar um financiamento que hoje ascende à casa dos R$ 800 milhões, resultado de um empréstimo feito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a justificativa de que a grana era necessária, exatamente para sanear a CERR. Boa parte dessa grana sumiu, e o buraco em que meteram a empresa só restou mais profundo.

Todo bom investigador de um crime, quase sempre começa a investigação tentando saber a quem o crime pode beneficiar. Para saber que foram os verdadeiros responsáveis pela morte da CERR, como empresa concessionária para a produção e distribuição de energia elétrica, basta identificar quem a endividou até a morte e quem trabalhou junto ao Ministério das Minas e Energia para, em janeiro do ano passado, cassar sua condição de concessionária. Aliás, basta ir atrás de quem está ganhando milhões de reais vendendo energia de fonte termoelétrica, cara e poluente para a população interiorana.

Mais ainda, quais os grupos privados estão de olho e quantos estarão dispostos a pagar de propina, para comprar a Eletrobras que ficou com o patrimônio material da CERR, a preço de banana? Esse é o caminho para buscar os responsáveis pelo desemprego desses pais e mães de famílias jogados no olho da rua neste alvorecer de 2018. Alguns deles já têm muitos rastros de corrupção e desmandos no âmbito das empresas elétricas do setor federal brasileiro, inclusive na Eletrobras. É só querer investigar!

INVIÁVEIS
O Brasil ainda não explora 50% de seu potencial para produzir energia elétrica através de hidroelétricas. A engenharia brasileira é considerada uma das mais modernas e competentes do mundo nesse tipo de obra, apesar das grandes empreiteiras nacionais terem sido atingidas pelos tentáculos da Lava Jato. Acontece que a construção de hidroelétricas no Brasil restou muito cara, a ponto de inviabilizá-las, por duas razões básicas: os ambientalistas criaram uma série de exigências para torná-las muito caras, e também os canalhas do mundo político que exigem montanhas de reais de propinas. A hidroelétrica de Belo Monte é exemplo disso.

INDECISO
Embora muita gente, nos bastidores do mundo político roraimense ande espalhando que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), Jalser Renier (SD), já teria aceitado apoiar a candidatura de prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), ao Governo do Estado na eleição de outubro, correligionários próximos dele asseguram que até agora não há decisão definitiva sobre o assunto. Mesmo que, ainda de acordo com essas informações de bastidores, tenha sido oferecida a Jalser a possibilidade de indicar sua esposa, Cíntia Padilha, como vice, na chapa encabeçada por Teresa.

PROBLEMAS
Fontes da Parabólica dizem estar havendo problemas entre o notório senador Romero Jucá (PMDB) e alguns de seus correligionários que são candidatos a deputado estadual em outubro próximo. Tudo gira em torno da candidatura à Assembleia Legislativa do Estado, de Joilma Teodora de Araújo Silva, vice-prefeita de Rorainópolis. O município é o segundo maior colégio eleitoral de Roraima, e ter uma adversária com o total apoio da prefeitura local, não agrada a esses correligionários de Jucá. Quem quiser ouvir os resmungos basta frequentar os corredores e gabinetes da ALE.

CALOTE
Os estados não têm conseguido pagar os bilhões de reais que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emprestou numa farra de empréstimos que começou ainda no primeiro governo Dilma Rousseff (PT) e continua com Michel Temer (PMDB). Fora os estados que já renegociaram seus débitos, jogando o pepino para daqui a 10 anos. Só nos últimos cinco meses, o calote chega a um bilhão de reais, tendo o Rio de Janeiro e Roraima entre os estados que não estão conseguindo pagar suas prestações. O Tribunal de Contas da União (TCU) diz que vai fiscalizar essas operações. Tomara.

Parabólica
parabolica@folhabv.com.br
Rio Branco disse: Em 04/01/2018 às 14:06:55

"Amigo, quem aceita um cargo comissionado deve ter conhecimento que não é efetivo, nem tem FGTS, nem direitos trabalnhistas conforme a CLT, é cargo de confiança temporário. "

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