Por Opinião
Em 09/01/2017

A VIDA DO SER HUMANO - Eliano Dias de Oliveira*

Viver é uma eterna construção de saber e saberes (importante, porém, que nessa mescla de efetivar o “construir”, também se proporcione o momento de desconstrução). A frase inicial ousei por intermédio de minha audácia pegar de um livro. Interessante observar que no decorrer da vidado homem seja ele quem for, sem distinção de classe social, poder aquisitivo ou outros afins, ele passa por milhares de momentos, uns bons outros nem tanto, alguns maravilhosos outro também lógico nem tanto, mas toda essa vivência pode transformar a vida do ser humano profundamente, é nesse entrevero que considero a vida do homem como uma possibilidade de grandes momentos de aprendizagens.

Não obstante viver a vida em verso ou ao inverso o processo de conhecimento ocorre de forma liberada ou deliberada com consentimento e até com sentimento, principalmente na atualidade em que a expectativa de vida dos brasileiros teve um aumento significante, nisso tende aumentar a aprendizagem por intermédio dos dias vivido e convivido (pelo menos é o que se espera) e olha que convivernão é tarefa fácil, pois requer do pobre mortal humanizado um desafio gigante, pois o ato de convivência é também sinônimo de cedência e trocas que coletivamente se produzem ações que são próprio do ser ora denominado, ser humano.

O homem e a mulher vivendo em sociedade produzem em alguns instantes (pluralizados ou individualizados) situações que refletem na sua natureza social, formando e desenvolvendo sua personalidade e seu caráter e nisso nos diferenciamos um do outro em relevantes aspectos levando-nos a criar uma cultura, através da qual ela satisfaz as nossas necessidades (que por sinal são tantas) e nesse “balaio de gatos” adaptamosao meio ou modificamos e  nisso criamos, aleatoriamente de forma proposital ou não,afinidades e atrocidades.

Mas, ao longo dos dias, meses e anos vivendo em sociedade, o homem (utilizarei um termo inicialmente utilizado na literatura medieval ibérica) vem vivendo “aos trancos e barrancos”, nessa permanente interação, embora com certa dose de não boa relação com seu semelhante. Viver é preciso, criar laços de boas relações e amar ao próximo é uma NECESSIDADE HUMANA, ainda mais sendo o homem um ser social por natureza.Eu e você somos um dos maiores milagres da natureza, não estamos nesta terra por acaso, estamos para um propósito maior.

*Professor
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Qual o real poder do Sexto Poder? - Tom Zé Albuquerque*

É muito provável que a maior parte do povo brasileiro acreditou ser o ano de 2016 o mais complicado do século, e que o ano seguinte seria, no mínimo, mais brando. Ledo engano, 2017 trouxe situações impiedosas, embora previsíveis, mas cruéis.

Não bastasse, no início deste ano, o meio político e sua blindagem compartilhada em que todos querem livrar todos e para isso se negocia até a genitora para evitar que os seus telhados de vidro não se despedacem, emergiu nas penitenciárias dos Estados de Roraima e Amazonas uma carnificina com requintes de crueldade pouco vista na vida real. Essa anomalia social tende a se expandir nos demais Estados brasileiros, em razão de ser um problema que remonta duas décadas atrás, cujo poder público, desde antes, se fez de morto em prol de uma série de variáveis, que vai desde omissão até conluios macabros.

Como é sabido, Charles de Montesquieu a partir da teorização de Aristóteles e Locke, criou a obra “O Espírito das Leis”, propondo a reformulação das instituições políticas intitulada de Teoria dos Três Poderes, através do equilíbrio autônomo tripartite dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em prol da coletividade. Ainda no final do século XVIII, o termo “quarto poder” surgiu no contexto das revoluções liberais, como forma de independência das informações, não obstante hoje a indústria midiática estar limitada a megagrupos privados a controlarem as informações. Neste século, o renomado advogado, escritor e Filósofo, Antenor Batista, suscitou de forma absurdamente lúcida a corrupção como o quinto poder no Brasil, por antes nunca tivesse alguém de coragem para por às escâncaras essa nociva linha de domínio social.

Mas hoje convivemos com o sexto poder... o Crime Organizado! Soa estranho e tenebroso mencionar tal realidade, sobretudo por crermos que, se é organizada a transgressão, em contraponto, os três poderes são desorganizadospor permitirem que este funcione. Quando ocorre um morticínio em um presídio, instam aí o crime de fora dos presídios para dentro dele, porque o crime está na política, nos órgãos públicos, nas empresas privadas, nas instituições de benefícios mútuos... o crime está enraizado no Brasil, numa inversão de valores abominável.

Quando são cruelmente assassinados quase 100 presos, concomitantemente são chacinados nas ruas brasileiras, por dia, mais de 50% a mais deste total. A quem ou para que serve o caos, o terror, a bandidagem? O que reside, então, por trás de tudo isso? Por que uma grande célula política alavancada pela mídia monopolizadora (quarto poder) defendeu tão desesperadamente a lei de desarmamento do cidadão, enquanto os bandidos possuem arsenal a gosto, muitas vezes inacessível á própria polícia? Por que as fronteiras brasileiras estão cada vez mais desguarnecidas e vulneráveis para o tráfico desvairado de drogas e armas? A mídia silencia, emudece em relação a esses e outros profundos pontos correlatos. Por quê?

Faz-me rir quando alguém cita que no Brasil não há guerras. Não sei se tal argumento é cercado de ingenuidade ou de alienação mesmo. Quem manda no Brasil são os poderes da imprensa, da corrupção e do crime, a tripartite real. Nosso país está desmoralizado, com um presente esfacelado e um futuro sombrio.

*Administrador
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DOR E AMOR, O MISTÉRIO DA VIDA - Samuel Couto*

Quando estamos passando por alguma dificuldade na vida, temos a tendência de com muita facilidade fazermos comparações e contrastes entre os sofrimentos e os prazeres. Entre a dor e as compensações, sucessos e triunfos.

O que nos chama a atenção é que este paralelismo não tem sentido, porque se assim fosse o prazer, a satisfação e o desejo, sempre ganhariam em nossos critérios sobre sofrimento e dor. Podemos testemunhar sem medo de errar e por experiência própria, que o sofrimento na dimensão da vida Cristã, nunca é uma forma de tristeza, nem mesmo a dor uma forma de derrota. O sofrimento humano do nosso ponto de vista, sempre vem revestido de alegria, uma alegria interior que brota da experiência profunda de nossa vivência cristã. São estes momentos difíceis da vida que Deus nos ensina a dependermos dele. O sofrimento e a dor podem ser tomados como sinônimos, a dor rima com a palavra amor, pois no amor temos a experiência mais rica e profunda que alguém pode ter na vida.

Neste sentido a dor é compensadora. Não podemos desprezar o amor e muito menos a dor, pois o ministério da vida está por trás deles.

Analisando a dor, muitos não querem sentir dor por mínimo que seja, mas alegria todos querem e desejam, até buscam e muitos lugares satisfazendo assim seu ego e sua cobiça, enfim a vida gira em torno dessas duas peças fundamentais. O que a alegria mantém a dor madurece.

*Professor de Cadeiras Teológicas e psicanalista
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Vamos continuar assim, ou mudar? - Afonso Rodrigues de Oliveira*

“Sob um governo ruim, o homem bom é um mau cidadão; sob um governo normal, ser um homem bom é ser um cidadão bom: as duas expressões são então sinônimas”. (Dante Alighieri)

Tratando-se de brasileiros, somos um homem bom ou um ser humano bom? Afinal somos todos iguais, produzindo expressões sinônimas. Você, que adora ir para as ruas gritar pelos nossos direitos, reflita um pouco sobre a democracia que nós vivemos. Os políticos de verdade sabem que não existe democracia com obrigatoriedade no voto. Os militares realmente preparados e bem formados também sabem que não há democracia com obrigatoriedade no serviço militar. E por que eles não fazem nada para mudar? Porque sabem que o brasileiro não está devidamente preparado para a democracia. Não está educadamente preparado para o facultativo, nem no voto nem no serviço militar. E por que não educamos os jovens para serem adultos educados e preparados para a democracia? E entre o militar e o político há uma diferença que não pode ser eliminada porque os políticos não estão interessados: a Educação.

Se o serviço militar é obrigatório, por que só os jovens pobres são aprovados para servirem? Conhece algum jovem rico e poderoso servindo como recruta? O porquê fica difícil de explicar. Logo, deixemos isso para os especialistas. Mesmo porque não sei se isso tem explicação. Mas na política tem, sim. Quanto menos preparados os que se acham cidadãos, melhor para os políticos que na realidade não são políticos. São seguidores do pensamento do Gaston Bouthoul: “Reconhece-se um país subdesenvolvido pelo fato de nele ser a política a maior fonte de riqueza”. E a fonte pode se esgotar se a Educação chegar. Então, por que educar?

O que temos de políticos despreparados, na nossa política, não tá no gibi. E eles não permitem que os políticos preparados trabalhem. E nós, ingênuos despreparados eleitores, continuamos pagando o prejuízo causado pelos gatunos. Aí vamos para as ruas gritar para que eles saiam da política o mais breve possível. E isso para que eles tenham tempo para ficar os oito que a lei determina, fora do poder, e voltem logo para elegê-los novamente. Vamos fazer nossa parte como ela deve ser feita. Já que não fazem nada por nós, nem para nós, vamos fazer por eles, mas para nós. Vamos nos educar politicamente, para que possamos nos considerar cidadãos de fato e de direito. Comecemos por acreditar e aceitar que somos todos iguais. E se somos, por que nos considerarmos inferiores deixando que nos espezinhem. E só nos respeitarão quando nos respeitarmos. Saiamos da gangorra. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

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