Por Francisco Cândido
Em 24/05/2017

OLAVO MACELLARO THOMÉ
- Gente da nossa gente, personagem VIVO da nossa História-


Comecemos esta história com o patriarca Joaquim de Souza Thomé. Ele nasceu em 05/01/1878 na cidade de Pampilhosa da Serra, Distrito de Coimbra, em Portugal, e era filho do casal Manoel e Joana Thomé. Ainda jovem deixou a casa dos pais e veio para o Brasil, aportando em Manaus, no Amazonas. O seu primeiro emprego foi na firma Tancredo Porto, uma empresa que vendia e comprava mercadorias no porto de Manaus. Lá conheceu o português Manoel Pereira Pinto (o Coronel Pinto) que era Guarda-Livros (Contabilista) em Boa Vista, e o convidou para vir para esta cidade.

Joaquim Thomé chegou no início de 1900 e passou a trabalhar na empresa Lima Pinto, na função de embarcadiço em pequenos navios/lanchas de transporte de pessoas e mercadorias que vinham e iam para Manaus. Tempos depois passou a transportar bois e estivas na lancha “Perseverança” do Alferes Paulo Cruz Saldanha.

Joaquim Thomé casou-se em 1904 com a senhora Maria de Souza Lima, com a qual teve 08 filhos: Antônio, Fernando, Lourival, Merandolina, Dulce, Natividade, Silvia e Américo de Souza Thomé.

Em 1906 foi para o interior onde passou a trabalhar na fazenda Bom Jardim. Em 1919 faleceu a sua esposa Maria de Souza e ele levou os filhos para a região da Serra da Lua, no Bonfim, onde instalou a Fazenda “Lusitânia”.

Anos depois, já viúvo, Joaquim Thomé casou-se com a senhora Cecília Pascaretta Macellaro. O casamento ocorreu no dia 18/04/1928 e, desta união nasceram 04 filhos: Elizabeth Macellaro Thomé Barros (dona Beti), Cidalina Macellaro Thomé Abdala (professora), James Macellaro Thomé (professor) e Laerth Macellaro Thomé (médico).

Em 1946, após uma discussão com o então governador do Território Federal do Rio Branco, Félix Valois de Araújo, o Joaquim Thomé foi para Manaus onde permaneceu até 1949. De volta à Boa Vista, concluiu o prédio que ele havia iniciado a construção antes de viajar para Manaus.

Neste novo prédio, ao lado de sua residência, na Avenida Jaime Brasil, ele alugou alguns espaços para atividades diversas. Na parte de cima foi instalada a primeira Biblioteca Pública, também o Jornal “O Átomo” (do Tenente Guimarães), além da Divisão de Obras e o primeiro serviço de Alto-Falante do Governo Territorial. Na parte de baixo havia um amplo salão para aluguel de festas e, ao lado, ele instalou o “Bar Thomé”. Hoje, naquele prédio, funciona a Junta Comercial de Roraima.

Joaquim de Souza Thomé faleceu no dia 26 de junho de 1951, aos 73 anos de idade. Em sua homenagem há a Rua Joaquim Thomé, a que passa ao lado do “Restaurante do Dedinho”, no Bairro 31 de Março.

Um dos filhos do Joaquim Thomé (do seu casamento com Maria de Souza Lima), era o senhor Américo de Souza Thomé. Este se casou inicialmente com a senhora Francisca Macellaro Thomé, com a qual teve os filhos: Olavo, Oder, Lizete e Olenka. E, ao ficar viúvo, casou com a senhora Desuith Uchôa Thomé (filha de Antônio da Costa Uchôa e Joaquina Barroso Uchôa). Desuith nasceu no dia 09/05/1926 e faleceu no dia 12/12/2012. E, o Américo Thomé nasceu no dia 14/01/1907 e faleceu em 30/05/1990.

O personagem central desta reportagem é o filho do Américo Thomé com a senhora Francisca Macellaro, o senhor Olavo Macellaro Thomé.

Olavo Thomé é um homem da natureza livre, da vivência no campo, da lida do gado, um vaqueiro na acepção da palavra. Durante quase toda a vida o seu trabalho foi manual, quase que artesanal de montar no lombo de um cavalo, campear, laçar e tocar a boiada do campo à fazenda e vice-versa. Um homem simples que traz nas feições o reflexo da dureza no campo sob o Sol do causticante verão e do rigoroso inverno de sua época de trabalho. Assim foi desde a nascença na “Fazenda Olho D´Água” do seu pai Américo Thomé, e até hoje em sua própria, a “Fazenda Boa Sorte”, ambas na região da Serra da Lua, no Município de Bonfim, onde semanalmente se reúne toda a família.

Olavo nasceu no dia 28/10/1935 e está com 81 anos de idade. Casou-se no dia 22/07/1967 com a senhora Maria Lene de Oliveira Thomé (filha de Mário Moreno de Oliveira e Conchita Ceoane de Oliveira). Ela foi Regente de Ensino e ex-diretora da antiga Escola Afrânio Peixoto, no Bairro Calungá. Hoje é a matriarca da família em meio a tanto carinho.

O casal tem os filhos: Odalene, Wagner, Walker e Milene Thomé. E, há 01(um) neto: Théo Pinheiro Macellaro Thomé (é filho do Walker com Renata Thomé).

A Família Thomé, os “Thomés da Serra da Lua”, fazem parte da História de Roraima e são exemplos vivos de honradez, trabalho, dignidade e Orgulho deste Estado.

Joaquim Thomé

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Prédio do Joaquim Thomé, construido em 1946 - avenida Jaime Brasil

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Francisca Marcellaro e Américo Thomé

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Desuith e Americo Thomé

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Américo Thomé e seu neto Alceu

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Olávo Thome e sua esposa

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Whagner, Odalene, Lenita, Olavo, Milene, Walker

Francisco Cândido
franciscocandido992@gmail.com
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