Por Moara Albuquerque
Em 05/02/2018

JARDINS INTERNOS


Eles podem ser pequenos, estar em áreas de passagem, como corredores, ou servir como uma opção de disfarce para o afastamento lateral dos edifícios. Independentemente da maneira que sejam utilizados, serão espaços especiais e marcantes!

Os jardins internos, também chamados de jardins de inverno, são ideais para trazer luz e vivacidade a qualquer ambiente. Consiste basicamente em um cômodo externo à edificação, mas a sua diferença é que há uma abertura externa, permitindo a entrada de luz.

A ideia inicial dos jardins de inverno era servirem como um espaço de lazer para o período mais frio do ano (por isso o nome jardim de inverno), e para promover a entrada de ar e iluminação natural – fator essencial em ambientes muito fechados, em que não há possibilidade de abrir janelas.

Jardim interno feito no centro de uma rampa de estacionamento – uma maneira de trazer vida e beleza a um espaço normalmente esquecido.

Jardim de inverno recheado com plantas de sombra (palmeiras-camedória, palmeiras-piticosperma e singônios). Paisagismo criado por Gil Fialho em parceria com o escritório Jacobsen Arquitetura.

As plantas de sombra são aquelas que precisam de ambientes de pouca luz e sem incidência direta de sol, para se desenvolverem bem. Caso isso não ocorra, há grande chance de contraírem fungos, doenças ou simplesmente secarem pelo sol direto. As Samambaias indicam bem as plantas de sombra.

Na foto, temos um escritório no Japão, criado pelo escritório UID Architects. O projeto contemplou um jardim interno com várias espécies e uma abertura para o crescimento das árvores.

Para garantir que o seu jardim será lindo e não trará dor de cabeça, garanta que esse espaço tenha abertura para a entrada de luz natural e que haja um tratamento de drenagem, para que a água não fique acumulada ou que entre para os demais ambientes.

Esse tipo de solução se adapta a todos os ambientes: Aqui temos um banheiro – uma sensação de estar tomando banho ao ar livre – e um quarto com jardim de inverno – traz relaxamento e vivacidade ao espaço.

Três bambus-mossô plantados no assoalho de madeira – inovação do escritório Bernardes Jacobsen – dão um ar de irreverência ao living, ao mesmo tempo que trazem harmonia e tranquilidade com suas formas esguias e sinuosas. Para o desenvolvimento saudável das plantas, abriu-se o teto com claraboias de vidro, ampliando a entrada de luz natural.

Como somos especialistas em projetos comerciais, não poderíamos deixar de fora as duas sugestões a seguir:

Aqui temos o Kook Osteria & Pizzeria, um restaurante italiano com um jardim interno diferente – há uma árvore isolada em uma espécie de aquário com um teto de vidro. Quem assina o projeto é o escritório Noses Architects.

Centro de Vendas – Visionary – em Hong Kong. Projeto do escritório CREAM. Jardim interno com aberturas geométricas no teto para passagem de luz – um espaço de relaxamento e beleza.

A última dica é: se desejar colocar espécies maiores, opte por plantas que não precisam de tantos cuidados e que se pareçam com árvores, como a pleomele. No caso de espécies grandes, há sempre a preocupação com a poda e com as raízes.

Moara Albuquerque
contato@opendoor.arq.br
Moara Albuquerque é arquiteta da OpenDoor Arquitetura, uma empresa voltada para a criação de projetos comerciais e clínicos.
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