Por Jessé Souza
Em 17/07/2018

Realidade da agricultura ao turismo
 
A incompetência do governo para recuperar estradas e vicinais no interior do Estado pode ser resumida na rodovia de acesso a Serra do Tepequém, a RR-203, a principal que corta o Município do Amajari, ao norte de Roraima. A obra de recuperação daquela estrada, que iniciou ainda nos últimos meses do ano passado, segue a passos lentos até hoje, quando as chuvas fortes acabaram por complicar ainda mais a situação.

Nem mesmo a Prefeitura do Amajari mostra vontade para ao menos tapar os buracos no trecho da sede daquela cidade, a Vila Brasil. E isso porque se trata da via principal daquela localidade, onde se concentram os principais comércios e as sedes de órgãos públicos, inclusive do Executivo municipal. A buraqueira é histórica e dá as "boas-vindas" a quem chega.

O trabalho de manutenção da rodovia concluiu somente o serviço de tapa-buraco na subida da serra, que é o trecho mais acidentado antes da Vila do Paiva, que é o ponto turístico mais requisitado em Roraima e local de visitas do boa-vistense nos fins de semana e feriados. Depois desse pequeno trecho, onde fica o Hotel do Sesc, o condutor precisa ter muito cuidado para desviar das crateras e evitar acidentes onde há máquinas trabalhando ou onde o trabalho de recuperação já nivelou os buracos no asfalto para que sejam tapados.

As pontes de madeiras representam outra preocupação de quem vai a Tepequém em busca de descanso em pousadas, aventura no Platô e lazer nas inúmeras cachoeiras e poções que restaram da escavação garimpeira. Sem manutenção, há pontes com a estrutura deteriorada, com buracos na estrutura e nas cabeceiras, além de tábuas soltas e madeiras apodrecendo. Um perigo constante para quem dirige para aquela região.

Se esta é a realidade de uma região turística mais famosa do Estado, então é de se imaginar a situação das outras estradas e pontes que ficam longe dos olhos dos turistas e da população em busca de lazer. Não se trata de uma exclusividade deste governo específico, mas a situação piorou nos últimos anos e, mesmo o inverno deste ano não estar sendo tão rigoroso, as populações de regiões produtoras ficaram ilhadas e largadas ao descaso governamental.

As estradas e vicinais são os canais de escoação de produtos agrícolas, fonte de trabalho e renda de boa parte da população. Se o governo não dá atenção a este setor importante, então isso explicita a falta de um plano de governo eficiente para agir com prioridades, penalizando tanto áreas produtivas, habitada por famílias de pequenos produtores, como regiões turísticas que também geram emprego e renda. Triste realidade de Roraima.

*Colaborador
jesseroraima@hotmail.com
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Jessé Souza
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