Por Francisco Cândido
Em 22/02/2017

FLORA BOTELHO
- Personagem VIVA da nossa História –

Flora Pereira Botelho (carinhosamente chamada de: “Florinha”), nasceu no dia 01/02/1926. É filha do casal Ana Cecília Oliveira Pereira e Pedro Rodrigues Pereira. Flora teve seis irmãos, dos quais a irmã Izabel e o Tuxaua Pereira (ambos já falecidos).

O pai, Pedro Rodrigues, nasceu na cidade de Triunfo no Estado de Pernambuco em 1881. Serviu a Guarda Nacional – o primeiro nome do Exército Brasileiro e foi destacado para o Amazonas e de lá veio para Boa Vista onde passou a servir no Forte São Joaquim. Após a vida militar passou a trabalhar com extração da balata (espécie de borracha) numa terra comprada por ele na fronteira com a Venezuela. E, no fim do ciclo da borracha, se mudou para a região do rio Cotingo. Nesta época, ele viajava prá Manaus, em canoa, e de lá trazia mercadorias para vender (bacalhau, azeite doce, bolacha, açúcar e tecidos para fazer roupas), juntava com o que produzia na sua fazenda (açúcar mascavo, mel, vinagre, álcool e cachaça) e tudo era vendido nos garimpos da Serra Verde e no Tepequém.

Pedro Rodrigues Pereira faleceu no dia 13 de setembro de 1941, com 62 anos de idade. E, a pequena menina Flora Pereira veio para Boa Vista, onde passou a morar com a família dos seus tios Petrônio e Dico Mota.

Com o passar dos anos, ela foi trabalhar no Sesp (antiga Sucam) e fez os Cursos de Auxiliar de Enfermagem e Puericultura. Em 1945 chegou a Boa Vista o médico Sylvio Lofego Botelho e, após trabalharem juntos no Hospital Nossa Senhora de Fátima e na Dami (Divisão de Assistência à Maternidade e à Infância), onde hoje está o prédio da Seplan (Secretaria estadual de Planejamento), na Rua Coronel Pinto, Centro, aconteceu em 1947 o casamento entre o Dr. Sylvio Botelho e Flora Pereira Botelho. Um fato interessante é que na noite de 12/12/1953, na sala de curativos do Hospital Nossa Senhora de Fátima, mesmo sem os equipamentos adequados, o Dr. Sylvio Botelho, auxiliado por sua mulher, a enfermeira Flora Botelho, realizou o primeiro parto cesariana do Território Federal do Rio Branco. Nasceu o menino Eliéser Rufino (irmão do compositor Eliakin Rufino) filho do casal Joana Rufino de Souza e do senhor Genésio Rufino.

Em Boa Vista, além da medicina, o Dr. Sylvio Botelho exerceu outras atividades: foi fundador e diretor da primeira maternidade, à época chamada de Divisão de Assistência à Maternidade e à Infância – DAMI (onde hoje é a SEPLAN), na Rua Coronel Pinto – Centro; foi também Diretor da Divisão de Educação, Secretário Geral do Território Federal do Rio Branco, Presidente do Conselho Penitenciário de Roraima, Governador Substituto e deputado federal.

No dia 29 de maio de 1973 o médico e deputado Sylvio Botelho fez um pronunciamento na Tribuna da Câmara Federal em defesa dos proventos dos vereadores do Município de Boa Vista que, até aquela data, não recebiam salário. Graças ao seu empenho, os vereadores tiveram seus subsídios fixados pelo Decreto Legislativo nº 08/74, de 17 de abril de 1974. O Dr. Sylvio faleceu no dia 11/11/1978.

Em sua homenagem há a Avenida Dr. Sylvio Botelho, o Posto Médico (no Bairro Paraviana), o Bairro Dr. Sylvio Botelho e uma Loja Maçônica (no Bairro 31 de Março).

O casal Flora e Sylvio Botelho teve os filhos: Augusto Affonso Botelho Neto (médico e ex-senador) Zara (médica), Silvio, Sálvio, Rosires e a Perpétua. Deles descendem 12 netos e 11 bisnetos que continuam a geração da Família Botelho em Roraima.

A dona Florinha continua viva e cercada de filhos e netos, que a tratam com carinho e cuidados especiais.

Dr. Augusto Botelho e sua mãe Flora Botelho

Flora Pereira Botelho e Dr. Sylvio Lofêgo Botelho

Flora Pereira Botelho e sua irmã Izabel

Pedro Rodrigues e os filhos Tuxaua Pereira e Flora Botelho

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