Por Parabólica
Em 28/04/2017

Bom dia!

Hoje é a prova dos nove, quanto à capacidade dos brasileiros e das brasileiras de se mobilizarem contra as reformas que estão sendo promovidas pelo atual presidente da República, Michel Temer. De tudo que se fala e se discute sobre essas reformas, o que ninguém pode negar é a falta de legitimidade do atual governo para promovê-las. Fruto de um golpe congressual, mesmo que dentro da lei, o governo se ressente da legitimidade do voto para exigir sacrifícios da população.

Por isso, os milhões de brasileiros e de brasileiras que vão hoje às ruas deveriam incluir em sua agenda, prioritariamente, a convocação de eleições urgentes, para que novos parlamentares, e um novo governo, recuperem a legitimidade do voto. Só assim, num novo momento, a população deveria ser chamada para discutir as mazelas do País, e quem sabe estaria disposta a sacrifício em nome do interesse maior da nação.     

VOTAÇÃO
Como todos sabem - nosso chargista Marco Aurélio tratou do tema, ontem aqui na Folha -, o Senado aprovou na quarta-feira, 26, a Lei de Abuso de Autoridade, idealizada pelo notório Renan Calheiros (PMDB-AL) que visa enquadrar ministros, juízes, procuradores/promotores e delegados. A percepção da maioria dos brasileiros é de que essa lei saia como resposta dos políticos aos investigadores da Lava Jato, que tiveram a petulância de tentar acabar com a corrupção sistemática que eles implantaram no Brasil. Dos senadores de Roraima, apenas Romero Jucá (PMDB) - era esperado-, votou pela aprovação da lei. Ângela Portela (PDT) e Telmário Mota (PTB) foram contra.   

CPI
Presidida pelo senador gaúcho Paulo Paim (PT), seu idealizador, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para apurar as razões do déficit da Previdência Social, terá como vice-presidente o senador roraimense Telmário Mota (PTB), que justiça lhe faça, sempre foi contra qualquer iniciativa que tire direitos dos trabalhadores. Segundo Paim, a “CPI não será contra esse ou aquele governo e nem entrará no viés ideológico. Será um trabalho coletivo para analisar as contas da previdência, saúde e assistência. É a primeira vez em 92 anos que uma CPI vai investigar essa caixa obscura. Vamos mostrar que essa reforma, como está aí, não precisa ser aprovada”.

CANDIDATURAS
Avaliados os costumes políticos, essa greve geral que os sindicalistas convocaram para hoje, sexta-feira, (28), é bastante reveladora sobre o cenário sob o qual se descortinará as eleições para o governo do Estado, no próximo ano. Pré-candidata declarada à reeleição, a governadora Suely Campos (PP) mandou avisar que não cortará o ponto dos servidores que deixarem de cumprir o expediente cumpridas as cotas mínimas de presentes exigidas pela legislação. Já a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), que até hoje tem negado ser candidata em 2018, diferentemente da governadora, mandou avisar que determinou o corte do ponto de quem faltar ao trabalho, hoje, na PMBV. Logo...

TERRAS
Depois de um início barulhento, eis que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE), para apurar o imbróglio da invasão de terras públicas e privadas em Boa Vista parece ter entrado em compasso de espera, depois que os invasores daquela área no Haras Cunhã Pucá se deslocaram para outra na BR-174, de propriedade da Codesaima. Já era esperado esse resultado, afinal, político não gosta de enfrentar possibilidade de perder votos em ano pré-eleitoral, e por outro lado, mexer com esse assunto fere interesses de políticos poderosos donos de latifúndios que cercaram a Capital.

POPULISMO
Basta um olhar, mesmo que superficial, sobre o que anda fazendo os políticos, de todos os poderes, neste início de 2017, para perceber que a campanha eleitoral de 2018 já começou a todo vapor. No Legislativo, não faltam propostas para criar benefícios para servidores púbicos, civis e militares, sem que os autores digam de onde vai ser a grana para bancar tais generosidades. No Executivo, a temporada é de concessões, e de concordância com trabalhadores, índios e servidores. Depois ninguém sabe quem pagará a conta, e os próximos políticos para serem responsáveis encontrarão enormes resistências para cortar “direitos adquiridos”. Pobre Roraima.

PRÊMIO
Faz alguns dias, os repórteres da Folha andam procurando um órgão oficial que possa fazer uma previsão sobre a safra agrícola esperada pelo Estado em 2017. É uma procura vã, mesmo que estejamos às portas do plantio com a proximidade da chegada da estação chuvosa. O que se ouve são estimativas baseadas no achismo, quase sempre infladas ao sabor dos interesses de quem faz tais previsões. É difícil imaginar que um estado, dirigido com tanto amadorismo possa vislumbrar um futuro próximo de desenvolvimento. O cenário parece ser dominado pelo interesse de quem acredita que “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

FERIADÕES
Para quem gosta, estamos no melhor dos mundos, afinal, como segunda-feira próxima é dia Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, vamos completar a terceira semana com apenas quatro dias úteis de expediente no serviço público. Na semana retrasada foi pior, pois teve apenas três dias de trabalho por conta do ponto facultativo. Num País que está a quatro anos enfrentando uma recessão profunda, fica difícil entender o que anda dentro da cabeça dos dirigentes tupiniquins. E o pior, como já dissemos anteriormente, essa gente não trabalha e sobrecarrega os que têm que pelejar mais para pagar impostos. Ah! Sim. Hoje tem greve geral.

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