Por Parabólica
Em 21/05/2018

Bom dia,

E milhões de brasileiros acordaram mais cedo no último sábado (19.05) para assistir pela televisão a cerimônia de casamento de Harry, príncipe inglês, com a atriz norte-americana Meghan Markle. Todas as principais redes da televisão aberta e também os canais por assinatura transmitiram o evento ao vivo, com jornalismo coberto por especialistas para explicar os detalhes da vida dos nubentes e de suas famílias, inclusive sobre detalhes de moda, e da tradição da monarquia inglesa de promover cerimônias suntuosas no casório de seus representantes varões.

A monarquia inglesa é uma instituição milenar, mas representa até mesmo para a maioria dos próprios ingleses, uma manifestação retrógrada, com sucessão de seus chefes pelo critério da hereditariedade sanguínea, com resquícios de um machismo, absolutamente inaceitável nos dias de hoje. Os ingleses só a suportam porque seus integrantes têm o pragmatismo de não se meter na administração pública, isto é, eles não se metem na vida nacional, e de quebra geram muitas divisas ao país por milhões de turistas, especialmente do terceiro mundo, brasileiros entre estes. De resto, Harry tem quase nenhuma probabilidade de se tornar rei algum dia, mesmo que sem poder para gerir os negócios do país, e da comunidade britânica.

E por que, damos tanta importância ao casamento de um príncipe que em nada vai alterar as nossas vidas? Pela simples razão de que somos produtos de um colonialismo cultural que nos vem sendo imposto historicamente desde a Europa. Se os ingleses cultuam essa instituição anacrônica e inaceitável, nós também temos que cultuá-la, da mesma forma que eles exportam as ideias do ambientalismo internacional, e nós as aceitamos e passamos a pensar como se europeus fôssemos. Sem lembrar que nossas condições históricas e materiais são totalmente diferentes das deles. É triste e desolador ter de aceitar tanta submissão.

ABUSO 1
Quem não quer esconder o Sol com peneira sabe que já vivemos um clima de absoluta campanha eleitoral com os candidatos realizando reuniões e comícios na busca de votos. Até aí, tudo bem, afinal essa história de marcar um dia para o começo da campanha é coisa desses políticos que inventam leis especialmente que possam perpetuá-los no poder. Agora, utilizar recursos públicos para financiar reuniões, ou entregar gado a índios como se fossem comprados com o dinheiro de quem o entrega, é ilegal e imoral, e torna a campanha desigual para com os candidatos que não têm acesso às estruturas de poder público ou que não manipulem verbas do orçamento.

ABUSO 2
Pelo que se observa já nesse início de campanha, com esbanjamento de dinheiro público em algumas campanhas, o prenúncio é de que teremos outra vez em Roraima uma eleição onde o abuso de poder econômico e político será fator fundamental na definição dos resultados. Já está como voz corrente nos bastidores da campanha de que um candidato milionário está dando, na modalidade Caixa 2, R$ 300 mil reais para cada candidato a deputado estadual que se disponha a pedir votos para ele. Tudo facilmente apurável, mas os órgãos de fiscalização continuam fazendo de conta de que não sabem de nada, e os partidos, até por incompetência, não fazem as devidas denúncias.

DESTINO
Não é mais segredo para ninguém. O deputado estadual Mecias de Jesus (PRB), que é pré-candidato ao Senado Federal, vai mesmo fazer dupla com o Pastor Izamar Ramalho (PSL) no palanque do empresário Antônio Denarium (PSL). Os dois, Mecias e Denarium ainda não confirmaram oficialmente a coligação, mas seus correligionários falam abertamente que o acordo está quase finalizado e deve ser anunciado nos próximos dias. Ontem, domingo, em entrevista ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha, Denarium descartou qualquer entendimento com Romero Jucá (PMDB) e disse ter conversado com Mecias. Logo...

MUDANÇAS
Fontes da Parabólica garantem que amanhã, terça-feira (22.05), a governadora do estado, Suely Campos (Progressistas) deve anunciar uma ampla reforma em sua equipe de primeiro escalão. Nomes como o do ex-secretário de Fazenda, Antônio Leocádio, que hoje é diretor-geral da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), deve integrar a nova equipe do governo. Segundo as mesmas fontes, a ideia da governadora é de tornar a administração estadual mais ágil e dar mais visibilidade aos atos do governo, o que é julgado muito importante, nesses dias de campanha eleitoral.

MARQUETEIRO
Fontes bem credenciadas junto ao Palácio Senador Hélio Campos garantem que a equipe de marketing para campanha eleitoral da governadora Suely Campos já está sendo montada, e tem até marqueteiro já contratado, Paschoal Gomes, um baiano, que fazia parte da equipe de ponta do prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, que desistiu de disputar o governo daquele estado, tendo liberado os profissionais que fariam sua campanha. Correligionários da governadora dizem estar animados com a qualidade da equipe.

CITOU
Em sua passagem por Boa Vista na última sexta-feira (18.05), a pré-candidata da Rede Sustentabilidade à Presidência da República, Marina Silva, citou como provável candidato ao Senado Federal de seu partido, o vereador de Boa Vista, e professor universitário, Linoberg Gomes. Em entrevista ontem, a Rádio Folha, o vereador disse que ainda não tinha tomado uma decisão quanto a sua participação como candidato no próximo pleito, mas confessou ter simpatia por eventual candidatura ao Senado Federal. Ele também reafirmou que a Rede Sustentabilidade mantém um diálogo construtivo com o senador Telmário Mota (PTB).

Parabólica
parabolica@folhabv.com.br
Marco Aurelio Pinheiro Sousa disse: Em 21/05/2018 às 10:40:32

"Mais uma vez o Governo do Povo vem com essa historinha de ampla reforma com mudanças de Secretários, o povo não aguenta mais tanto descaso e má gestão, pois todos sabem que o que deve ser mudado é o próprio Governo que além de irresponsável é inoperante. E sobre a questão do marqueteiro, para salvar esse Governo só apelando para Jesus Cristo, pois esse Governo só se reelege na base do milagre, e têm que ser um dos grandes! "