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Cidades                

JÁ SÃO TRÊS
Governo de Chávez fecha lojas em Santa Elena

Data: 14/01/2010


Fonte: A A A A

Foto:  

Loja de material de construção localizada no início da cidade e o cartaz com a inscrição ‘fechado’, colocado ontem pelo Instituto para a Defesa das Pessoas no Acesso aos Bens e Serviços
ANDREZZA TRAJANO

O governo venezuelano fechou ontem três lojas em Santa Elena de Uairén, primeira cidade na fronteira com o Brasil, acusadas de praticar valores abusivos ao remarcar preços de produtos para lucrar com a nova taxa de câmbio.  

Os comércios foram fechados por organismos de defesa do consumidor (Indepabis) e de arrecadação tributária (Seniat), com apoio da Guarda Nacional. A primeira loja, situada na chamada Quatro Esquinas, foi interditada anteontem. O supermercado vendia alimentos, fraudas e outros utensílios domésticos.

Ontem outros dois comércios foram fechados pelo governo venezuelano. Um, localizado na entrada da cidade, vendia materiais de construção. O outro, que funcionava no Centro de Santa Elena, vendia eletrodomésticos.

Na sexta-feira passada, 8, o presidente Hugo Chávez anunciou que, a partir da última segunda-feira, 11, o bolívar forte passaria de 2,15 por dólar a 2,60, para produtos de primeira necessidade, remessas ao exterior e importações do setor público, e 4,30 bolívares fortes por dólar para os demais produtos.

Com a maior taxa de inflação dos últimos anos (25%) e diante do novo câmbio instituído pelo governo venezuelano, os novos produtos devem chegar às prateleiras mais caros. Mas, até lá, os comerciantes estão proibidos de remarcar os produtos, sob pena de terem seus estabelecimentos fechados. Na segunda-feira, primeiro dia de implantação da medida, os órgãos de fiscalização fecharam mais de 70 estabelecimentos em todo o país por aumentaram os preços dos produtos.

De acordo com a jornalista venezuelana Cora Gonzalo, que mora em Santa Elena, o receio do venezuelano é o aumento dos preços dos produtos, já que o país importa a maioria dos itens que consome. Inclusive esse é o argumento de Chávez, que afirma que criou a nova taxa de câmbio para estimular as exportações e reduzir as importações.

“Não são todos os alimentos que entram na cota de 2,60, destinada a itens necessários. Quando há desabastecimento, que sempre tem, não temos outra opção a não ser comprar no Brasil [em Pacaraima] e pagar muito mais caro por causa do câmbio”, enfatizou ela.

Cora disse também que alguns alimentos são subsidiados pelo governo e vendidos a preço baixo, mas que não são encontrados em todas as lojas. “Essas mercadorias só chegam de vez em quando e quando chegam, são formadas filas enormes para comprar”, observou.

Venezuelanos esvaziam prateleiras com receio de novos valores

A mesma correria ao comércio registrada nos últimos dias no norte da Venezuela, após o anúncio da desvalorização do bolívar forte, também tem sido vista aqui perto, em Santa Elena do Uairén, na região sul do país, na fronteira com o Brasil.  

Segundo a jornalista Cora Gonzalo, os venezuelanos estão comprando tudo o que veem pela frente temendo aumento de preço depois da medida. Os preferidos são aparelhos de TV, computadores, fogão, central de ar-condicionado, entre outros eletrodomésticos.

CÂMBIO - A diferença entre o bolívar e o real vai aumentar, mas ainda não se sabe para quanto. Hoje a moeda brasileira ainda é trocada pela estrangeira no mercado negro a 1 real por 3 bolívares fortes. Entretanto, o impacto inflacionário maior será para o venezuelano, uma vez que a inflação tem sido maior que as atualizações salariais nos últimos anos.

“Não sabemos como os preços vão ficar, se vamos ter como comprar, pois nossos salários não aumentaram, por isso estamos aproveitando agora. Aqui [em Santa Elena] as vendas aumentaram muito. Quem tem dinheiro guardado está aproveitando”, disse Cora, que comprou uma central de ar-condicionado e vai hoje para Puerto Ordaz comprar material de construção para concluir sua casa.

PACARAIMA – Ainda de acordo com ela, comerciantes de Pacaraima, que vendem produtos destinados ao público venezuelano, estão prontos para fechar as portas.

“Os comerciantes de Pacaraima alegam que o que está ruim vai ficar ainda pior. Os comerciantes de Santa Elena de Uairén continuarão vendendo para os brasileiros, mas os de Pacaraima não terão condições de manter os negócios porque os venezuelanos não terão poder aquisitivo para comprar no Brasil, em função do novo câmbio que não os favorecerá. Ou seja, o bolívar ficará muito desvalorizado quando trocado para o real”, explicou ela.

Cora destacou também que os venezuelanos terão que buscar outras formas de ganhar dinheiro, pois acredita que a renda atual vinculada à crescente inflação tornará a vida deles ainda mais difícil, além de incentivar a criminalidade. “Com certeza, o contrabando de combustível vai aumentar”, criticou ela. 

COMENTÁRIOS
Nome:   
Manuel D´souza                          Data: 11:00:30 - 17/01/2010
Trouco casa em Puerto Ordaz por casa em Boa Vista - kimbambas68@hotmail.com

COMENTÁRIOS
Nome:   
Luzia Rafaela Lucas de Paiva                          Data: 11:00:53 - 14/01/2010
Agora o governo Bolivariano da Venezuela agiu demaneira correta em fechar o comercio por preço abusivo, isso sim o governo brasileiro deveria fazer , pois quando se anuncia que o salário minimo vai aumentar um mes antes os comercio já etiquetam em seus produtos os preços reajustados.

COMENTÁRIOS
Nome:   
Tony Costa                          Data: 07:00:02 - 14/01/2010
Já pensou se a moda pega no Brasil. Isso o Lula deveria copiar do nosso vizinho.

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