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Consórcio formado por Eletronorte vence leilão para construir linha de transmissão

Data: 03/09/2011


Fonte: A A A A

Foto:  

A senadora Ângela Portela foi a única representante de Roraima a participar do leilão em São Paulo
O Consórcio Boa Vista, formado pelas Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte), com 49%, e pela Alupar Investimentos S/A, com 51%, foi o vencedor do leilão para construção da Linha de Transmissão Manaus Boa Vista, realizado na manhã de ontem, na Bolsa de Valores de São Paulo (BMF&Bovespa). Com lance de R$ 121,1 milhões, este trecho foi o primeiro dos 12 lotes licitados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O lote foi arrematado sem deságio em relação à Receita Anual Permitida (RAP) inicialmente estabelecida pela Aneel. A RAP é a receita a que o empreendedor terá direito pela prestação do serviço de transmissão a partir da entrada em operação comercial das instalações, por um prazo de 30 anos. Além do Consórcio Boa Vista, apresentaram propostas para construir este trecho as empresas Cobra Instalaciones Y Servicios S.A., Abengoa Concessões Brasil Holding S.A. e Construtora Queiroz Galvão S.A.  

O Lote A é composto por duas linhas de transmissão e duas subestações no Amazonas e Roraima. Um dos benefícios dos empreendimentos é a conexão de Boa Vista ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e redução dos valores gastos com a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e com a importação de energia da Venezuela. Os empreendimentos deverão gerar 3,2 mil empregos diretos e a entrada em operação comercial está prevista para 36 meses.

Única representante de Roraima no leilão realizado ontem em São Paulo, a senadora Ângela Portela (PT) afirmou que esta é uma obra de grande importância, que estava planejada há vários anos e agora, efetivamente, será concretizada. “Não apenas pela geração de empregos e pelo investimento superior a R$ 1 bilhão, mas por representar a autonomia energética de Roraima, até hoje dependente da Venezuela e da geração a diesel”.

De acordo com Ângela Portela, entre os 12 lotes licitados ontem, o primeiro foi o da linha de transmissão Manaus/Boa Vista. Iniciado às 10h04, o leilão deste lote foi concluído em 6 minutos, às 10h10, sem deságio sobre o valor inicial.

Com total de 715 quilômetros e duas subestações, uma na Vila Equador e outra em Boa Vista, a obra representará um investimento superior a R$ 1 bilhão. Serão duas linhas de transmissão em circuito duplo de 500 kV (kilovolts).

A primeira linha, entre a subestação de Engenheiro Lechuga, próximo a Manaus, até a Vila Equador terá 400 quilômetros de extensão. A segunda linha, que faz parte do mesmo lote, sairá da subestação da Vila Equador até a subestação de Boa Vista, com extensão de 315 quilômetros, também em circuito duplo de 500 kV. O edital prevê ainda a construção das subestações na Vila Equador e na capital de Roraima.

Quando concluída, a linha Manaus Boa Vista será interligada à Linha de Transmissão Tucuruí/Manaus, licitada em 2008 e já em fase de construção, com previsão de ficar pronta em junho de 2012. Com o leilão desta sexta-feira, a previsão da Aneel é que até o final do ano os contratos com o consórcio vencedor estejam assinados para que a obra no trecho Manaus Boa Vista seja iniciada no primeiro semestre de 2012.

“O resultado deste certame coroa o sucesso do modelo brasileiro de leilão, que tem sido inclusive exportado para outros países”, afirmou o diretor-geral da Aneel, Nelson Hübner. “Nosso objetivo é sempre buscar as menores tarifas e proporcionar mais competitividade ao setor”, avalia o diretor. Segundo ele, a redução nos valores obtida após a disputa é “extremamente positiva para a sociedade brasileira”.

Em relação ao deságio, o diretor ressaltou que, excluído o resultado do Lote A, arrematado pelo preço proposto pela agência, o deságio médio teria ficado em 35%, equivalente ao patamar de certames anteriores. Ele explicou que a dificuldade de execução das obras deve-se à sua localização, em florestas e terras indígenas.


Anchieta acompanhou processo pela internet


Anchieta acompanhou pela rede mundial de computadores o leilão que deverá solucionar o problema energético de Roraima

O governador José de Anchieta acompanhou, do Palácio Senador Hélio Campos, todo o leilão pela internet. Para ele, a construção do linhão Amazonas-Roraima cria a possibilidade de independência energética para o Estado, passando a depender de uma única fonte. “Com esse investimento, serão evitados que ocorram os fatos verificados em 2009, quando houve o racionamento nas atuais fontes geradoras”, enfatiza.

Ainda segundo o chefe do Executivo, a construção de novas hidrelétricas em Roraima será reforçada com este investimento. “Haverá possibilidades de futuros investimentos na implantação de unidades geradoras que foram identificadas quando do inventário hidroenergético da bacia do rio Branco, como Cotingo, Bem Querer e Paredão I e II, uma vez que poderemos passar a ser um Estado exportador de energia, gerando divisas [royalties] para os municípios onde se localizam as usinas hidrelétricas e o Estado como um todo”, ressaltou Anchieta.

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