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Polícia                

ASSASSINATO DO DONO DA META
Para polícia, Vivi encomendou crime e Cirilo disparou tiros contra empresário

Data: 14/05/2011


Fonte: A A A A

Foto:  

Vivi (também no detalhe, com a peruca que costuma usar) e Cirilo passaram por exames no IML pela manhã e depois foram entregues na Penitenciária
NONATO SOUSA

O empresário Vibaldo Nogueira Barros, 60, conhecido por Vivi, e o primo dele, Cirilo Barros Ferreira, 63, foram autuados em flagrante, acusados do assassinato do também empresário da aviação civil, Francisco Assunção Mesquita, proprietário da Mesquita Transporte Aéreo (Meta). O crime ocorreu quinta-feira à noite, no bairro Aparecida. O procedimento policial entrou pela madrugada e de manhã, os dois suspeitos foram conduzidos ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passaram por exame de integridade física. Depois foram entregues na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde devem ficar à disposição da justiça.

A prisão em flagrante dos primos foi formalizada pelo delegado Juraci Rocha, titular da Delegacia-Geral de Homicídio. Durante a madrugada de ontem, ele também ouviu testemunhas e ainda ontem à tarde outras pessoas estavam sendo ouvidas por ele e também pela delegada adjunta da DGH, Francilene Sousa.   

A polícia acusa Vivi de ser o mandante do crime, enquanto Cirilo é apontado como autor dos disparos. Os dois negam. O empresário afirmou em seu interrogatório que não tinha motivos para querer o concorrente morto. Disse que na quinta-feira passou o dia fora da cidade com a namorada, uma adolescente de 17 anos, e só retornou no final da tarde. Depois que chegou à Boa Vista, foi até a casa de um secretário de Estado e de lá seguiu para sua casa no bairro São Francisco, onde acabou preso horas depois. Disse que não esteve com o primo Cirilo, nem recordava de tê-lo visto em casa, ao chegar.

Com relação às armas apreendidas em sua casa, uma pistola calibre 380 e um revólver com projétil calibre 357, disse que não sabia e afirmou que não possuía armas no hangar da sua empresa. Confirmou que conhecia Francisco Mesquita desde a década de 1980 e que não possuía nenhum contrato com a empresa da vítima. Também confirmou que Mesquita tinha uma dívida antiga com o mesmo, mas que já havia perdoado o débito, por achar coisa pouca.

Ele também negou haver rixa com o concorrente, mas confirmou que o Celta preto, apreendido pela polícia em sua casa, suspeito de ter sido usado no crime, é de sua empresa e estava emprestado para Cirilo. Além do Celta, uma camionete Hilux preta, de sua propriedade, também foi apreendida.


Cirilo diz que terceiro envolvido teria feito os disparos; testemunhas negam

Cirilo Barros Ferreira, que é apontado como o executor dos seis tiros que mataram o empresário Chico da Meta, disse que os disparos foram efetuados por Edvaldo Carvalho Silva, homem que conheceu dias atrás, durante almoço em um posto de combustível. Os dois se encontraram algumas vezes, em razão de Edvaldo ter revelado interesse de comprar terras em Roraima. Revelou ainda que certa vez Edvaldo, confidenciou que no passado, Francisco Mesquita, teria mexido com sua filha de 13 anos o que causou a desestruturação da sua família e resultou ainda na separação do dele com a esposa. E por essas razões, nutria um sentimento de vingança, ocasião em que teria pedido auxílio para acabar com a vida do empresário. Naquele momento Cirilo disse ter respondido que não poderia ajudar Edvaldo.

Porém na noite do crime, por volta das 19h30, Cirilo disse que voltou a se encontrar com Edvaldo, quando passava próximo de um posto de combustível, ocasião em que Edvaldo teria lhe falado, “hoje é o dia”. O suspeito teria dito que não queria participar do crime, mas devido à insistência, resolveu ajudar. Nesse momento Edvaldo saiu na frente em uma moto de cor preta e ele foi seguindo no Celta.  

Ao chegarem em frente à pizzaria, Edvaldo parou a moto e apontou para o carro do empresário Francisco Mesquita e disse “o carro é aquele branco”. Afirmou ainda estavam distante cerca de 70 metros do carro da vítima e que a moto de Edvaldo havia sido deixada duas ruas antes. Destacou que no momento seguinte, Edvaldo saiu de dentro do Celta e foi em direção ao carro da vítima, enquanto ele permaneceu no carro esperando pelo comparsa. Em seguida ouviu os tiros e logo depois Edvaldo volou para o carro e os dois saíram imediatamente.

Cirilo continuou dizendo que levou Edvaldo até sua motocicleta e este por sua vez fugiu na moto em seguida e deixou uma bolsa, um revólver, uma pistola e uma jaqueta preta - material apreendido posteriormente pela polícia no momento da prisão de Vivi e Cirilo. Depois disso, acrescentou que foi direto para a casa do primo Vivi, no bairro São Francisco. Lembrou que ao chegar na frente da casa o portão já estava aberto e ele entrou com o Celta e colocou próximo da camionete Hilux do primo.

Confirmou que pouco tempo depois os policiais militares chegaram à residência e fizeram a prisão dele e do primo, como suspeitos do assassinato do empresário. Também confirmou que as armas, a jaqueta e uma bolsa foram encontrados dentro do seu quarto. Cirilo ainda confirmou à polícia que a camisa de cor verde apreendida pelos policiais, com mancha avermelhada, possivelmente de sangue era dele e estava vestido com ela no momento da sua prisão. Depois se negou a responder as perguntas do delegado e que só falaria novamente em juízo.

Cirilo contou ainda que reside em Brasília e costuma vir à Boa Vista e também a cidade de Palmas (TO) a trabalho para seu primo Vivi. Ele está em Boa Vista há cerca de vinte dias. Toda vez que visita a capital roraimense, costuma se hospedar na casa de Vivi ou no motel de sua propriedade. 

CONTRADIÇÃO - De acordo com uma fonte da polícia, os suspeitos tiveram contradições em seus interrogatórios, o que contribuiu para a lavratura da prisão em flagrante deles, além das revelações das testemunhas, já ouvidas pelos delegados. Apesar de oficialmente os delegados não revelarem detalhes da investigação, surgiram algumas versões sobre o caso. Uma é de que o empresário Vivi pode ter estado próximo do local do crime e depois do assassinato foi para casa, inclusive vizinhos teriam visto a Hilux preta entrando na garagem da casa e pouco tempo depois o foi a vez do Celta.

Há ainda outra informação de que Cirilo foi visto sozinho encostado no carro de Mesquita. Ele estava vestido com a jaqueta preta e no momento que a vítima se aproximou da sua camionete Hilux branca, se afastou e em seguida começou a atirar contra Mesquita. Depois saiu correndo e foi para o Celta preto que estava parado à frente e fugiu. A testemunha teria afirmado que em nenhum momento viu outra pessoa com ele, o que também contradiz a declaração de Cirilo. 


Exames periciais serão confrontados com depoimentos, afirma delegado

O delegado-Geral da Polícia Civil, Eduardo Wainer Brasileiro informou ontem que a polícia vai providenciar exames técnicos para confrontar com as declarações dos dois acusados. Destacou que a prioridade é localizar Edvaldo Carvalho Silva. Ele frisou que não descarta a hipótese de que essa pessoa não exista e que pode ter sido inventada por Cirilo, para tentar despistar a investigação.

Extraoficialmente a Folha tomou conhecimento que em um exame preliminar feito em Cirilo, foi possível constatar a existência de pólvora em suas mãos, o que indica que ele é quem atirou em Francisco Mesquita e reforça a suspeita de que não existe outra pessoa na cena do crime.

Eduardo Wainer enfatizou que serão feitos os exames de balística nas duas armas apreendidas na casa de Vivi, para constatar se os projéteis que atingiram Mesquita saíram delas. Também será feito exame residuográfico em Boa Vista e em Brasília, para confirmar se os presos manusearam as armas. Outro exame que deve auxiliar o trabalho policial será o de sangue, que tem como propósito confirmar ou não se as manchas avermelhadas na camisa de Cirilo era de sangue do empresário morto.  

PROTEÇÃO – Testemunhas ouvidas pelas policias Militar e Civil podem ser incluídas no programa de proteção à testemunha, por questões de segurança.


Acusado de atirar contra empresário responde por mais três homicídios

O baiano Cirilo Barros Ferreira, 63, é acusado de ter participação no triplo homicídio, que teve como vítimas pai e filhos de 17 e 21 anos, em 2009, no município de Coribe (BA). Fontes extraoficiais afirmam que ele tem prisão preventiva decretada pela justiça daquele estado e é considerado fugitivo.

A mesma fonte revelou ainda que com a descoberta, a polícia ia comunicar sua prisão à justiça baiana, e ao mesmo tempo solicitar cópia do mandado de prisão para dar cumprimento à ordem judicial.

Cirilo é acusado dos assassinatos do ex-vereador de Coribe, Evandro Francisco Pereira Nascimento, 46, e de seus filhos, Jeferson e Alison Rodrigues Pereira do Nascimento de 21 e 17 anos respectivamente. Os crimes ocorreram na madrugada do dia 29 de dezembro daquele ano e foram motivados por uma discussão entre os filhos do ex-vereador com o sobrinho de Cirilo, Everaldo Cruz Filho, que seria namorado da mãe dos irmãos.

Jeferson e o irmão Alison não aceitavam a separação dos pais e eram contra o namoro da mãe com Everaldo. Na madrugada dos crimes, os dois foram para a frente da casa de Everaldo e iniciaram uma discussão com o namorado da mãe. Cirilo estava no local. A briga se acirrou e terminou com a morte dos filhos do ex-vereador. De acordo com informação da polícia para a imprensa local, os jovens foram alvejados por Cirilo.

O pai deles apareceu no local e também foi baleado com um tiro na cabeça. Ele foi socorrido, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu dois dias depois no hospital. Na ocasião, depois dos crimes, Cirilo, o sobrinho Everaldo e a mãe e ex-mulher das vítimas, Valdinete, fugiram.

COMENTÁRIOS
Nome:   
897-TATIANA                          Data: 07:28:51 - 14/05/2011
Gente burra tem que levar a lapada duas vezes....

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