![]() 12/06/2012 09h44 ENTREVISTADO VIRTUAL – LEONARDO MORAIS01)Internauta: Marluce Barreto de Souza O que devo fazer para estar apto ao mercado de trabalho e corresponder o que é pedido no mercado de trabalho? LEONARDO: Bom Marluce, vários são os aspectos a serem considerados para responder à sua pergunta. Primeiramente eu perguntaria em que você tem interesse em trabalhar. Já que assim poderíamos determinar como está hoje a concorrência para o seu nicho de mercado. Em segundo faríamos uma análise de seu perfil para entendermos se você possui as competências necessárias a este tipo de trabalho. Caso positivo, poderíamos encaminhá-la ou orientá-la para uma entrevista de emprego. Você sabia que existem programas hoje que ajudam a você melhorar sua entrevista de emprego? Pois é, poucos sabem, mas tem sido muito útil e determinante para alguns candidatos que ficam nervosos ou mesmo não conseguem apresentar seus potenciais numa entrevista como esta. Nem sempre os candidatos tem um nível de auto-conhecimento suficiente para identificar seus potenciais profissionais, procurar ajuda de profissionais especializados torna-se uma alternativa interessante para este candidato. 02)Internauta: IRIS GOMES AQUINO Senhor Leonardo Morais, realmente vossa senhoria esclareceu quase todas as verdades em relação às dificuldades que se tem que enfrentar no mercado de trabalho, esquecendo de mencionar uma: A idade um pouco avançada mesmo com uma vasta experiência, graduação, especializações e uma série de cursos técnicos - estamos cercados (as) de obstáculos em relação a empregos. Quanto à idade não sei afirmar se os entraves é em relação a mesma ou uma discriminação indireta devido a aparência não tão jovial, a maneira de se vestir compostamente não se apresentando hum tanto meio extravagante a "vontade" o que chama muito a atenção de quem a (o) candidata (o) venha ser subordinada (o) dependendo do sexo do (da) candidato (a). Além da experiência, a aparência e o vocabulário tem sua parcela de influência sem contar com a simpatia e demonstrar facilidade de relacionamento interpessoal. Você como psicólogo, concorda com minha teoria? LEONARDO: Olha Iris, é fato que existem sim, vagas em que os contratantes possuem algum tipo de pré-conceito por assim dizer, seja pela idade, aparência, falta de experiência, entre tantos outros aspectos. No entanto, você gostaria de trabalhar numa empresa em que seu chefe possui esse tipo de atitude? Hoje em dia o bom profissional possui um planejamento de carreira tão bem elaborado que chega ao ponto de escolher a empresa em que vai trabalhar. Claro estes são ainda exceções, porém, é possível para qualquer um. Se você já sofreu algum tipo de pré-conceito desta natureza agradeça por não ter sido contratada. A idade em muitos casos é critério de inclusão para determinadas vagas de emprego. Existem várias empresas que dependendo do negócio exigem candidatos com ou sem experiência, onde dependendo da função os mais experientes levam vantagem. Contudo, chamo a atenção para as mudanças que nem sempre as gerações anteriores percebem, e com isso, não se atualizam nas questões comportamentais necessárias para atender à um mercado cada vez mais exigente. Atualização é sempre um “elixir” da juventude profissional, se o problema era esse, está aí a solução. 03)Internauta: Jessik Na sua avaliação quanto ao mercado de trabalho local, além é claro de mão de obra especializada, o que mais falta para um crescimento na qualidade dos serviços prestados pelo comércio de Boa Vista? LEONARDO: Administração. Boa vista ainda possui em grande parte um histórico familiar em suas empresas e muitas vezes sua administração é pautada pela informalidade. Quantas empresas você ultimamente você respondeu algum tipo pesquisa de satisfação, ou mesmo um recebeu um telefone depois uma compra? Provavelmente sua resposta será nula ou raras vezes. “Só gerencia, quem controla”. É simplesmente impossível administrar qualquer coisa sem controlar dados da sua empresa. Não é controlar pessoas, e sim dados! Informações que gerarão posteriormente conhecimento e planejamento. Se as pessoas não fazem pesquisa de satisfação para saber como anda a opinião de seus clientes, como saberão se eles voltarão e o que melhorar? 04)Internauta: Claudiane Martins Olá Leonardo, me chamo Claudiane e trabalho no RH de determinada empresa. Gostaria de saber quais os aspectos sobre a vaga ofertada devem ficar bem claros no ato da entrevista. Quais as perguntas-chave para identificar o perfil do candidato? LEONARDO: No seu caso, em que talvez esteja fazendo entrevista para a própria empresa onde trabalha, tudo deve ser informado. Hora de trabalho, salário, benefícios, a quem se subordinará e quem serão seus subordinados, caso tenha, e quais as características destas pessoas. Quais as expectativas de resultado que possui a empresa com relação ao contratado, em quanto tempo isso se dará. Quanto mais claro, menor a possibilidade do candidato aprovado no processo seletivo se surpreenda negativamente e acaba por desistir da vaga. No caso de empresas terceirizadas, a informação que é sigilosa é nome da empresa contratante até a aprovação do candidato, preservando sua privacidade. 05) Madalena Moura Ainda é possível ser feliz num mundo tão competitivo? LEONARDO: Nossa Madalena, você não está feliz? Na minha opinião sim, é possível sim ser feliz num mundo tão competitivo. Acho que o mais importante neste aspecto, é que as pessoas se dêem conta do que elas de fato querem para si. As pessoas deixam de ser felizes quando funcionam em função das expectativas dos outros. Acabam se tornando os profissionais que a família “exigiu” que fossem, ou o profissional que a sociedade “exigiu” que fosse. Mas e o que você quer? Talvez se você se fizer esta pergunta agora mesmo, várias respostas virão a sua cabeça, e naturalmente poderá decidir quem você quer ser. Isso serve para todos que não estão felizes neste mundo competitivo, caso contrário, procure ajuda de um profissional da área, nem sempre é fácil mudar alguns hábitos, por mais prejudiciais que sejam para nós mesmos. 06) Sara Soares Com tanta competição será que o profissional do futuro será um individualista? LEONARDO: Na realidade acredito que muitos profissionais do presente já são individualistas. No entanto, isso não se restringe apenas ao mundo profissional, a sociedade de maneira geral está cada vez mais individualista. Costumo dizer em minhas palestras que a competitividade tem seu lado bom, pois para ganharmos, não necessariamente precisamos ganhar dos outros, podemos ganhar juntos. Acredito que a solução está em coisas um pouco mais abstratas, maiores do que nós, mas que não acho apropriado entrar no mérito da questão nesta entrevista, mas fica subentendido, né?! A dica que fica é de que cada um pode fazer sua parte, com certeza isso influenciará a vida de alguém e naturalmente e conseqüentemente com o tempo da sociedade de maneira geral. 07) Leonardo da Silva Que conselho pode ser dados aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho? LEONARDO: Para qualquer profissional sem experiência a dica que dou é de demonstrar autêntico interesse em aprender. Na realidade é uma competência exigida em qualquer nível profissional, já que vivemos a era do conhecimento e da ação. Portanto, aquele que tiver coragem e atitude para aprender, sempre haverá alguém interessado em ensinar, aí sempre boas coisas podem surgir. 08) Ricardo Araújo E para os funcionários que tem chefes centralizadores e perversos, como devemos atuar? LEONARDO: Se você possui um chefe centralizador, pergunte a ele como pode ajudá-lo. Muitas vezes o centralizador é uma pessoa que ainda não possui a confiança necessária para delegar funções. Acredita que seus colaboradores talvez não tenham a capacidade de fazer como ele faz, ou até melhor. Cabe ao colaborador interessado provar o contrário. Geralmente quando esta pessoa consegue conquistar sua confiança, torna-se seu braço direito e só tende a crescer dentro da empresa. Porém, se seu chefe é perverso, peça demissão, pois isso é uma condição de caráter e nada que você faça é de sua responsabilidade. Refaça seu curriculum e “pé na estrada”. 09) Eva Vilma Como preciso me comportar para uma entrevista de trabalho. Como devo agir e me vestir? LEONARDO: Com relação ao que vestir sempre procure vestir algo condizente com a vaga que você pleiteia, e sempre privilegiando a discrição, qualquer exagero pode é um risco para o candidato ser mal interpretado. Toda entrevista é um momento marcado para você mostrar quem você é. Seja sincera e procure mostrar seu lado positivo. Por exemplo, você contar algum episódio em que sua atitude profissional foi determinante para empresa em que você trabalhou. Os entrevistadores buscam nos candidatos experiências em que suas qualidades foram evidenciadas. Não adianta apenas dizer que irá ser um ótimo profissional, tem também que mostrar que você já foi um. Sua experiência pessoal ou profissional pode contar muito na decisão do entrevistador. 10) Lene Gomes Tenho trinta anos, formada recentemente em um curso superior. Agora que as oportunidades profissionais aparecem na minha vida. Daqui a quanto tempo posso ganhar estabilidade e quem sabe assumir algum cargo de chefia? LEONARDO: Depende do você quer para sua vida, do que é estabilidade para você, como também, de onde você quer exercer sua chefia. Tornar-se estável é uma tarefa bem mais simples do que tornar-se chefe. Estar estável é um planejamento financeiro e de carreira. Ser chefe depende também de oportunidades surgidas ou criadas. Hoje em dia os cargos de chefia geralmente exigem uma disponibilidade e dedicação diferenciadas, como também um bom planejamento. Para tornar-se chefe você necessariamente precisa assumir uma postura muito mais estratégica do que operacional. Digo muito mais, porque nesta fase de transição necessariamente você ainda terá muitas responsabilidades operacionais. Entenda e planeje ações que possam trazer algo de novo para sua empresa, caso contrário, você estará apenas cumprindo determinações de seu chefe que possivelmente nunca te reconhecerá com um. |
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