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Cidades                

LONGA ESPERA
Superlotação das unidades revela as precariedades na saúde pública


Data: 18/05/2013

Foto:  Antônio Diniz

No Hospital da Criança, espera por atendimento não é inferior a duas horas

BRUNO FIALHO

Reclamações sobre a lentidão do atendimento nos hospitais boa-vistenses já se tornaram uma constante. A resposta dada pelos órgãos responsáveis, no entanto, é sempre a mesma: “a assistência é dada de acordo com a classificação de risco recebida pelos pacientes durante a triagem inicial feita nos hospitais”.

Boa Vista conta com dois hospitais e uma policlínica para amparar as demandas de urgência e emergência: o Hospital Geral de Roraima (HGR), na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, bairro Aeroporto, zona Norte, o Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), na avenida das Guianas, 13 de Setembro, zona Sul, e a Policlínica Cosme e Silva, na rua Delman Veras, no Silvio Botelho, na zona Oeste.

Nestas unidades, somente os casos mais graves deveriam ser atendidos, aqueles com os quais os postos de saúde, as chamadas Unidades de Saúde da Família, não conseguissem lidar, dada a complexidade dos quadros dos pacientes. Porém, a falta de médicos nas unidades de atenção básica, bem como das equipes completas para efetuar esses atendimentos, faz com que esses pacientes se dirijam aos hospitais cuja função é o atendimento emergencial. Outro fator determinante para as longas espera diz respeito às pessoas que saem do interior do Estado para receber atendimento na Capital.

Essa demanda, que sobra dos municípios, superlota e prolonga a espera nos atendimentos emergenciais, gerando os transtornos dos quais a população tanto se queixa diariamente. “70% da demanda que atendemos são pertinentes a pacientes da atenção básica. São geralmente esses os pacientes que mais reclamam da demora. Caso a atenção básica suprisse a assistência a esse quantitativo, com certeza a espera seria muito menor”, explicou Irgélia Palmeiras, enfermeira gerente do pronto atendimento e acolhimento do HGR.

O HGR atende em média 200 pacientes por turno, sendo que os horários de pico acontecem durante a manhã e início da tarde. Para melhorar o fluxo de atendimentos, o HGR tem separado um consultório específico para atender os casos classificados com as cores verde e azul, os quais são de atendimentos que necessitem de menos rapidez em sua execução.

“Nesse período de chuvas, muitas pessoas chegam com sintomas de gripe e outras doenças típicas da época para agilizarmos, reservamos um consultório na tentativa de agilizar o atendimento desses pacientes. Estamos ainda implantando um sistema eletrônico de cadastramento dos pacientes, o que vai tornar mais rápida a triagem com o preenchimento das fichas médicas”, disse Irgélia Palmeiras.

A enfermeira destacou que pacientes, no decorrer do período de espera, podem a qualquer momento solicitar uma reavaliação para que sejam reclassificadas de acordo com suas necessidades.

 

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